terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Canção do dia de sempre

(Mário Quintana)

"Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas..."

domingo, 29 de novembro de 2009

"Eu evocava antes aquele aperto no coração que sentimos quando, ao relembrar ou rever certos lugares, somos penetrados pela evidência de que não há nada no mundo de permanente nem de estável em que possamos nos apoiar"

Lévi-Strauss em trecho de Saudades de Sao Paulo

sábado, 28 de novembro de 2009

Exposição

Acabei de ir a abertura de uma exposição de alunos do curso de pintura de Susana Queiroga (EAV). Tem uns trabalhos muito bons! Destaque para os do Jimpson Vilella, da Amanda Bolsas e de Daniella Carcav. Quem estiver no Rio nas próximas semanas, vale passar lá. A exposição está na galeria Largo das Artes, (que tbem é um lugar muito legal), no Largo São Francisco . Termino com uma reflexão de Danielle Carcav sobre suas obras...

"Eu não sei o que aconteceu entre uma dor e eu. Para esquecer, escurecer, para lembrar, clarear..."
"A arte é feita com problemas, e não com soluções. E também, divertir-se com a dificuldade. Reflexão e prazer. E dividir isso com as pessoas."

"Não tenho controle total das impregnações. Nem quero. É risco, é chance. Uma escolha. Um acidente intencionalmente provocado."

Carlos Vergara

"... não será nunca apenas, será sempre também..."

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ansiedade II


Meu peito aperta

Meus dedos se movem

Minha boca mastiga

Meu cérebro bebe...

Minhas pernas caminham

Meu coração dispara

Minha alma se agita

Meu corpo cansa...

E eu

Vida!

Desejo

As vezes a gente coloca o desejo no outro, parece que ele vem pra saciar. Saciar não sei o que, não sei de onde, não sei porque...

E, de repente, a gente vê que é tudo ilusão. O outro não pode nada, a gente é que tem que saciar. Saciar de si mesmo, e então, se acalmar...